segunda-feira, 13 de julho de 2020

Não tenho com quem dividir... Tem!

Hey Amigo

Fico entre agradecer e lamentar. Não sei bem se é lamentar, mas fico entre a gratidão por tudo o que conquistei, considerando que não tinha nenhum bem material aos 18 anos. Óbvio que tinha minha mãe, minha guerreira, meu porto seguro, minha heroína, aquela que me fez ser quem sou, em fim tudo pra mim. Mas, não tinha nenhum plano encaminhado, fui sendo levado pelo plano dos outros. Embora tenha conquistado muita coisa, fico com a impressão de que nada me pertence, não era exatamente o que eu queria. Foi o que consegui, sabe?! Isso é, de certa forma, normal né?! Talvez.

Quando olho pra trás só vejo sonhos não realizados, metas não cumpridas, coisas deixadas pela metade, inconclusivas. Mas, esqueci tudo o que tenho?! Não! Por isso meu misto de gratidão e lamento. É ruim você se perceber como alguém que não conclui nada. Eu sou grato por tudo o que tenho: minha família, minha filha, nossos sonhos, nossas metas que logo conseguiremos alcançar. Porém, olho pra quem está ao meu redor e quando vejo sucesso, tenho repulsa instantânea. Não é inveja. É medo. Medo de ter perdido muito tempo, medo de ter tomado decisões erradas que me impedem de ter sucesso.

Ter sonhos é o que nos move, mas quando penso que a maioria dos sonhos que tinha há dez anos, são os mesmos que tenho agora, eu fico com medo de estar no caminho errado.

Eu nem posso imaginar o que é não ter o que comer, nunca passei por isso, com a graça de Deus. Por isso toda minha gratidão. Só que não viemos nesse mundo apenas para comer, para ter família, e etc. Viemos para muito mais. É esse muito mais que quero alcançar, mas antes preciso alcançar algumas coisas. Coisas que me farão ter o básico para buscar o além da expectativa. Sabe?!

Podemos dizer que ainda sou novo, que tenho tempo.
Mas, sabe o quanto é triste ver seu filho querendo um brinquedo e não pode comprar?
O quanto é triste ver as pessoas ao seu redor conseguindo desfrutar de coisas legais e você não?!
O quanto dói ver um amigo conquistando um sonho em comum, como uma casa, um carro novo, por exemplo. E perceber o quão longe ainda você está disso?

Na infância eu estava acostumado a não ter o que as outras crianças tinham, mas eu levava numa boa porque sempre cultivei boas amizades, logo meus amigos dividiam, cada um ao seu modo, suas coisas comigo. Agora sei o quanto minha mãe sofreu, porque meu filho trilha o mesmo caminho, mesmo que tendo muito mais coisas que eu (aliás lembro de um de meus brinquedos favoritos, um amontoado de pregadores, que eu fingia ser bonecos de super heróis haha).

O quero dizer é que já percebo que as crianças ao redor da minha filha, tem muito mais brinquedos que ele. Minha sorte é que ela nem liga pra isso, assim como eu na ligava, mas agora eu ligo.

Tentando refletir sobre como cheguei até aqui, vejo vitórias. Vitórias que muita gente não vai ter acesso. Mas devo me contentar com isso? Acredito que não. Devo lamentar o que não tenho. Aí está minha dúvida. Lamentar é ser ingrato? Lamentar é não perceber o que se tem? Não sei dizer! Nessa reflexão vejo também derrotas. Derrotado eu?! Não! Mas, as coisas que dão errado nos molda, para que não as repitamos mais. Porém, além de nos moldar elas nos deixam marcas, algumas difíceis de superar, outras que nos travam por completo, outras que doem sempre que lembro. Essa dor no peito que te afunda e te faz mal, te faz sentir vontade de desistir, de largar tudo. Não sei porque dói, mas dói muito.

O que faço com esses pensamentos? Como diluí-los? Falando com alguém! Sendo ouvido sabe?! Bem, no caso lido hehe...

Sempre quis ter um irmão com quem dividir as angústias. Claro, quando mais novo eu queria um irmão pra brincar comigo e com meus pregadores haha. Mas, sempre pensei num irmão pra ser meu parceiro, meu confidente, aquele pra quem contar detalhes da primeira transa, essas coisas. Procurei em vários amigos e nunca encontrei, sempre os perdi. Não perder de fato, perco o contato, perco o interesse de ser só eu o que dá ouvidos, perdi amigos para mulheres. Em fim, várias perdas de "amizades". Coloco entre aspas porque amizade não se perde... Seguimos...

Como nunca encontrei alguém pra dividir, me tornei cada vez mais recluso, mais tímido com meus sentimentos, mais ouvinte que falante. Perdi junto com os amigos a vontade de me abrir, de desabafar. Prefiro chorar no banho, nos momentos a sós, onde ninguém vai me julgar, onde posso mentir pra mim mesmo e me enganar de que vai ficar tudo bem. Esse é o tipo de coisa que não indico pra ninguém. Se abra. Mesmo que seja como eu escolhi me abrir, escrevendo... Me sinto mais a vontade desabafando sozinho pra que quando alguém venha a ler, eu já esteja com outras coisas na cabeça e daí não sinta o julgamento ao invés da ajuda do leitor. Não que eu já tenha feito isso, mas acredito que assim seja melhor.

Tudo isso surgiu em um cara frustrado porque não tem trabalho no meio da pandemia. Por não ter perspectiva de futuro em meio a tantas incertezas. Por estar próximo de ter de encarar o maior medo (não ter condições de sustentar sua família, sua filha). E só surgiu porque esse cara viu  num dia uma conhecida de colégio morrer da noite pro dia, e no outro dia viu um conhecido pegar as chaves de sua nova casa. Esse mix de sensações só foi possível graças a dois acontecimentos antagônicos e de grande impacto. Junte a isso a falta do que fazer depois de três meses em casa e algas latas de cerveja e terá esse amontoado de palavras mal traçadas.

Obrigado por chegar até aqui. Não precisa me responder nada. Só ria da piada do pio pra eu saber que viu até o final mesmo. Kkkk


domingo, 3 de maio de 2020

Compartilhando Mensagem

O amor resiste à distância, ao silêncio das separações e até às traições. Sem perdão não há amor. Diga-me quem você mais perdoou na vida, e eu então saberei dizer quem você mais amou.

O amor é equação onde prevalece a multiplicação do perdão. Você o percebe no momento em que o outro fez tudo errado, e mesmo assim você olha nos olhos dele e diz: "Mesmo fazendo tudo errado eu não sei viver sem você. Eu não posso ser nem a metade do que sou se você não estiver por perto."


Por: Padre Fabio de Melo

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

"A Dor"


Quais as dores que afeta você? Como absorver com o mínimo de sofrimento? Será que tem como evitar a dor?
Não sei!

A dor é uma das coisas que dificilmente a gente espera. E como lidar com ela?
Umas das dores que me persegue desde de a adolescência, é a dor metal. O motivo que gera isso é a expectativa que crio nos objetivos não alcançados, minha imaginação se engana com a realidade e acaba entrando em atritos com meus sonhos. É fato que a maioria dos problemas são situações que criamos dentro da mente, aderindo o medo como defasa daquilo que não compreendemos.
A dor mental nada mais é, aquilo que não conseguimos ter.  Uma casa própria, um carro do ano, uma viajem dos sonhos, um artista que que ama e não consegue ir no show, não sentimos dor por se desgastar no trabalho, sentimos pelo tempo livres, que poderíamos ver um amigo, ir ao cinema, namorar e viver as conquistar. quando focamos em uma coisa esquecemos de outras.

Temos vontade de compartilhar nossas decepções, nossas angustia. Porem percebemos que existe a impaciência, e falta de interesse em nos compreender.

Ao ficar mais velho de idade, percebo que minhas histórias me deixam orgulhoso e minhas dores de realização foram bem acudidas. Não sinto dor por envelhecer, sinto que o tempo avança de pressa, e todas aquelas coisas que sonhamos e que cada dia fica mais difícil de acontecer, gera uma pequena dor mental.

Outra dor que desgasta, enfraquece, mas no fim te salva, é a dor do Amor.
A questão é por que o amor causa dor? O mais próximo do correto seria não sentir dor nenhuma. Acredito que deveríamos sempre agradecer por ter compartilhado momentos bons com alguém, que o tempo juntos gerou muitos momentos felizes. A cada dia que vivo me convenço que desperdiçamos o amor em coisas fúteis e esquecemos de amar a vida. Sinto egoísmo e falta de interesse, sinto que é mais fácil se esquivar do sofrimento do que arriscar a ter felicidade.  
Como aliviar essa dor? Vejo uma resposta simples, se iludir menos e viver mais. Sorrir!

E por fim a dor física. Já sentiu alguma dor, e ela já passou?
Bater o dedo na beirada da cama, torcer o tornozelo, um tapam um soco, morder a língua, dor no dente, cólica, entre outras que geram dores momentâneas, tem também as dores permanentes quebrar um osso e ficar deformado, um câncer, perca de memória, obesidade, até perca de um membro. Tudo isso pode gerar muitas dores. Mas as vezes não é nenhum desses motivos, e sim a limitação de não conseguir fazer algo para se divertir ou ser prestativo., isso sim dói mais. Não conseguir ir em uma praia sem ser julgado, não poder dirigir um carro, ser dependente para ir ao banheiro, não esconder das pessoas quem sou por causa do preconceito, e o medo de errar. sentir se inferior perante essa "massa" preconceituosa. 

Para alguns é viver o que nunca viveu, e para outro e lembrar o que não se pode viver mais.


A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...



Adaptado*